CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO – PARTE 2.

Tempo de leitura: 3 minutos

Dando continuidade ao artigo sobre canais de distribuição (clique aqui para ler), na segunda parte iremos abordar quais as formas que uma empresa pode realizar a distribuição de seus produtos para o consumidor. Vamos ao artigo!

Distribuição: exclusiva ou para todo mundo?

Como vimos no artigo anterior, podemos expor nossos produtos em empresas do varejo, do atacado ou ainda junto de distribuidores, mas quais empresas escolheremos?

Existem diversas opções de supermercados e mercados atacadistas disponíveis para que possamos enviar nossas mercadorias para a revenda, porém temos de estar atentos a qual deles atende a demanda da nossa empresa.

Imagine que eu venda um produto que tenha um elevado custo: em torno de R$ 500,00 a unidade. Simplesmente não faz sentido eu tentar revender este item em um “mercadinho de bairro” onde as pessoas geralmente vão comprar itens emergenciais que lhes falta em casa. Sendo assim, eu devo me preocupar com o tipo de varejo, atacado ou distribuidor com quem trabalharei.

Para saber então com que tipo de empresa trabalharei, preciso antes definir em que tipo de categoria o meu produto se adequa, podendo ser:

a) Produto de Distribuição Intensiva:

Diferente do nosso exemplo onde meu produto custa R$ 500,00 e não faz sentido distribui-lo em qualquer loja, os produtos de distribuição intensiva são itens do dia a dia que as pessoas costumam comprar para consumo diário, semanal ou até mensal e que precisem repor estes constantemente como, por exemplo, itens de alimentação, produtos de limpeza, bebidas, material de higiene, remédios e etc..

Itens de distribuição intensiva são encontrados em grandes quantidades e na maioria dos mercados, possuindo geralmente diversos concorrentes.

b) Produto de Distribuição Exclusiva:

Os produtos de distribuição exclusivas não são encontrados em todos os estabelecimentos, uma vez que não são considerados itens de consumo diário.




 

Este tipo de produto geralmente é vendido em locais específicos que atendam um público diferenciado ou um nicho de mercado.

Imagine, por exemplo, uma calculadora para cálculos financeiros. Muitos estudantes de matemática, economia, contabilidade e administração vão precisar desta calculadora para realizar os exercícios em suas aulas, porém a venda deste produto fica limitado a esse tipo de cliente.

Você dificilmente verá uma dona de casa ou um aposentado procurando por uma calculadora financeira em um supermercado ou padaria.

Estes produtos encontram-se geralmente em estabelecimentos especializados, como papelarias, lojas de eletrônicos e afins, estando em diversas lojas diferentes, porém todas sob um mesmo nicho.

c) Produto de Distribuição Seletiva:

Voltando ao exemplo do produto que não faz sentido ser vendido em locais comuns como supermercados e farmácias, podemos pensar em um produto que é destinado a um público bastante específico, sendo ele mais específico até do que os produtos de distribuição exclusiva.

O clássico exemplo de um produto de distribuição seletiva são as joias ou diamantes. Você consegue imaginar esse tipo de produto em uma quitanda ou em uma loja de bairro? É difícil imaginar, certo?

Esse tipo de produto é geralmente exposto e vendido em apenas poucas lojas, até para gerar um sentimento de algo seletivo e de elevado valor. Geralmente produtos da categoria de luxo são os mais utilizados como exemplos.

Então é isso! Baseado no tipo de produto que você possui, agora já é possível determinar em quais canais de distribuição você irá vendê-lo!

Se gostou, compartilhe com os amigos!

Até a próxima!

Deixe uma resposta