E-COMMERCE – O QUE É? COMO FAZER?

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De uns tempos para cá a tecnologia mudou totalmente o nosso modo de viver e enxergar o mundo. Há menos de vinte anos atrás, a maioria das pessoas só realizavam compras através de lojas físicas em shoppings ou estabelecimentos na própria rua.

Há mais tempo atrás, digamos uns cinquenta anos, dizer que um dia compraríamos tudo de casa na frente de uma máquina era o mesmo que declarar loucura publicamente.

Os tempos mudaram e o jeito de realizar compras seguiu o fluxo de inovação com a criação de lojas online ou a “e-commerce” que vendem incontáveis variedades de itens e serviços que, na época de nossos pais, só podíamos solicitar presencialmente (ou que ainda nem existiam).

Mas qual o conceito de uma e-commerce? Como montar uma? O que preciso para abrir a minha própria loja online?

Para descobrir a resposta desta e de outras perguntas, vamos ao conteúdo do artigo!

E-commerce, tudo online.

No começo do crescimento da rede mundial de computadores, a famosa Internet, muitas empresas abriram seus próprios sites como um meio extra de comunicação entre marca-cliente.

No entanto, como a coisa toda era muito nova, quase ninguém sabia ao certo como rentabilizar o novo negócio, sendo que muitas empresas mal realizavam a manutenção de seus sites, deixando-os no esquecimento.

Passado algum tempo e com a concretização da Internet, alguns empreendedores viram a oportunidade de lucrar de forma online explorando o espaço publicitário de sites que recebiam um elevado fluxo de acessos, trazendo visibilidade às marcas que expunham seus produtos em “vitrines online”.




 

Mesmo com o crescimento na venda de espaços publicitários as empresas não investiam em venda online (e muitas sequem pensavam nessa possibilidade), mantendo apenas uma propaganda online com o chamariz para o cliente visitar sua loja física.

Foi quando uma lâmpada apareceu na mente de uma tradicional loja norte-americana que percebeu que poderia realizar vendas online através de pedidos no site onde se dispunha uma lista de produtos pré-selecionados. Você com certeza conhece essa famosa pizzaria: A Pizza Hut. Em 1994 foi realizada a primeira venda online do mundo, uma pizza de Pepperoni com Champignon!

A partir dai diversas outras empresas iniciaram sua jornada online com a inclusão de seus produtos em catálogos disponíveis para compra através da internet, feitas diretas da casa dos consumidores, sem que estes tenham de ir até uma loja física para retirar a mercadoria.

A revolução da era digital.

Com a percepção de ganho de mercado que as marcas poderiam ter ao realizar suas vendas de forma online em lojas totalmente voltadas ao e-commerce, deu-se início a uma revolução digital com grandes empresas abrindo sua “filial” no mundo digital.

Com a grande demanda de produtos advinda da internet, iniciou-se também o processo de criação de megastores online, lojas que vendiam praticamente de tudo através da intermediação financeira entre vendedores e consumidores. A grande primeira foi a Amazon, um e-commerce que realizava a vendas de livros online.

Em seguida, atrás do sucesso da Amazon, foi lançado o site eBay onde os próprios usuários poderiam vender seus produtos de forma autônoma a partir de um cadastro online que lhe dava o direito de montar sua própria loja virtual através de uma página pessoal com um catálogo de vendas.

Anos depois, já em 2008, foi lançado um novo conceito de site onde diversas pessoas realizavam compras coletivas para alcançar maiores descontos em produtos que, caso comprassem individualmente, pagariam muito mais caro. O Groupon foi um dos pioneiros no modelo de e-commerce de compras em grupo.

Atualmente qualquer um pode realizar a abertura de sua própria loja online em diversos sites que dão estrutura básica para que o usuário tenha a experiência de manter seu próprio negócio com a venda de produtos próprios (ou revenda de produtos de outras marcas). Com a tecnologia, as pessoas tem liberdade para serem donas de suas próprias empresas, permitindo que os consumidores experimentem um número cada vez maior de produtos de diferentes vendedores, aumentando a competitividade com menores preços e serviços personalizados.




 

Dos tipos de atuação que um e-commerce pode ter, podemos destacar os dois principais:

Business to Business (B2B): atuação de uma empresa online que vende produtos ou presta serviços para outras empresas (online ou não), como consultorias de marketing, contabilização de dados, consultoria jurídica dentre outros.

Business to Consumer (B2C): contato direto entre empresa e consumidor (cliente) nos mais variados tipos de negócio como venda de produtos físicos e prestação de serviços.

SWOT de um e-commerce.

Fazendo uma análise SWOT básica do nicho de lojas online podemos citar:

Forças: as lojas online saem com a vantagem frente às lojas tradicionais no que se refere aos custos iniciais inclusos no lançamento de uma loja. Diferente de uma loja física que demanda o valor de aluguel de um espaço comercial bem localizado, despesas comuns como água e luz, a criação de grandes estoques e a contratação de funcionários (um dos maiores gastos), as lojas online só terão gastos iniciais com a compra de um domínio online (o famoso www.sualoja.com.br), o plano mensal de assinatura de um provedor (que geralmente é baratinho) e a elaboração de estoques (que pode ir evoluindo conforme suas vendas crescem). Por ser uma loja online, também são necessários poucos funcionários, tendo pequenos empreendedores trabalhados até sozinho em seus próprios e-commerce.

Fraquezas: a desvantagem de uma loja online é o lento crescimento que está pode ter devido ao elevado número de empresas concorrendo pelos cliques dos consumidores na internet. Com o poder de pesquisa através de sites de busca, os clientes têm à sua disposição um mar de informações para lhes ajudar no momento da compra, comparando preços, qualidade e comentários dos demais usuários. A concorrência elevada pode levar sua e-commerce a ser apenas mais uma entre as diversas lojas já existentes, sendo que muitas delas são as versões online de grandes empresas já estabelecidas no mercado (Lojas Americanas, Submarino, Saraiva), dando maior poder de negociação com fornecedores para elas, o que diminui o preço cobrado do consumidor.

Oportunidades: apesar do elevado número de concorrentes, existem ainda diversos nichos de produtos e serviços que poucas empresas exploram no mercado online, sendo estes nichos grandes oportunidades de negócio se você realizar um bom planejamento através de um plano de negócios.

Ameaças: Empreender é por si só um risco. Empreender online, apesar de relativamente fácil, é bastante trabalhoso devendo sua empresa investir pesado em marketing digital para se destacar dos demais concorrentes que atuam em ramos iguais ou parecidos que o seu.

Analisando os pontos acima e aplicando-os à sua própria empresa, será possível montar um plano de negócios com informações relevantes e com grandes chances de tornar sua ideia em um negócio de sucesso.

Então é isso! Como pode ser visto ao longo do artigo, as empresas estão mais do que adaptadas ao novo cenário online onde muitas vezes a presença virtual através de um e-commerce é mais relevante do que uma loja física em um ponto comercial famoso e bem localizado.

Até a próxima!

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